Ainda pensando sobre Problemas Sexuais


ImagePsic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior

Psicoterapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade – www.inpasex.com.br

Diretor da ALAMOC – Asociación Latinoamericana de Análisis del Comportamiento y Terapia Cognitivo Comportamental

Autor de 25 livros sobre Sexualidade e psicología

Editor da revista Terapia Sexual

 

Homens e mulheres podem ter problemas sexuais que dificultam ou impedem o fazer o sexo como gostariam de fazer.

Um destes problemas sempre foi chamado de “impotência sexual”, hoje chamada de disfunção erétil. Isto implica em homens que tem dificuldades em obter ou manter ereções penianas que permitem a relação sexual com penetração.

A maior parte das causas ainda é de ordem psicológica, embora existam algumas causas orgânicas bem definidas que também podem ser tratadas.

A maioria das causas implica na má administração da vida cotidiana, dos relacionamentos interpessoais e a falta de autoconhecimento, o que conduz a más práticas gerais de saúde, deixando de ter atividades físicas com frequência mínina de 3 vezes semanais (por 30 minutos cada), alimentação inadequada com abusos de álcool, tabaco, drogas e medicamentos. O desconhecimento de como as emoções ocorrem e como administramos estas emoções, em especial as ansiedades e os estados depressivos que são diretamente associadas às dificuldades sexuais.

Outra ordem de fatores que se associam com as dificuldades de ereção são os pensamentos errados que mistificam o funcionamento sexual, impedindo que a sexualidade possa ser expressada de modo conveniente e satisfatório. Isto implica que quando pensamos errado, o sexo não funciona!

Saber os fatores que produzem as dificuldades sexuais conduz a como tratar estas dificuldades.

Avaliações feitas por um psicólogo especializado em sexualidade e por um médico que compreenda os funcionamentos sexuais permitem cobrir as possíveis causas e como deverá ser o tratamento para a superação destas dificuldades.

Assim, com ambas as áreas cobertas, podemos saber se o tratamento deve ser psicológico ou médico, ou ambos ao mesmo tempo.

Problemas de relacionamento de casal, depressão, ansiedade, dificuldades em expressão de emoções ou falta de habilidades sociais exigem o tratamento psicoterápico específico.

Dependendo do tipo de problema sexual, são raras as causas orgânicas, a exemplo das dificuldades sobre orgasmos em homens e mulheres, deixando o tratamento apenas para a área psicológica.

Ter uma dificuldade sexual que acontece uma ou outra vez na vida de uma pessoa raramente será considerado um problema, uma disfunção. Mas se a frequência ocorre de uma maneira que faz com que a pessoa e o casal não consiga sentir-se bem e atrapalhe outras áreas da vida, isto exige que algo seja feito para tratar as dificuldades.

Algumas pessoas tem uma alta capacidade de lidar com a frustração que uma dificuldade sexual traz, fazendo com que o tempo entre o início da disfunção e uma busca de tratamento possa levar anos, até mais de uma década… isto apenas significa que a pessoa suporta mais dores durante um tempo mais longo, mas como o problema não se modifica, com o tempo o sofrimento virá de modo insuportável, ou as condições ao redor da pessoa se modifiquem a ponto de não mais ser importante a vida sexual.

            A maior parte das pessoas precisará de um tratamento psicológico especializado para resolver a dificuldade sexual.

            Não basta procurar um psicólogo qualquer. O tratamento de questões sexuais exige que o psicólogo saiba como lidar técnica e teoricamente com a sexualidade.

            A busca de tratamento psicológico não específico produz mais frustrações sem o foco na sexualidade e na superação do problema.

            O desejo sexual é formado numa estrutura histórica e de personalidade individual.

            Pessoas com dificuldades de desejo sexual aprenderam a não sentir ou a sentir pouco desejo de sexo. Na cultura ocidental as mulheres são ensinadas a serem menos expressivas sexualmente, e assim existem mais mulheres com inibição sexual.

            As meninas aprendem a não se dedicar à sexualidade. A falta de dedicação à expressão da sexualidade, a falta de comportamentos sexuais no cotidiano, a falta considerar-se uma pessoa sexualizada, produz mulheres que não se envolvem com sexo, usando o tempo cotidiano com o envolvimento com outras atividades sociais e familiares.

            O exercício de outras atividades que não as sexuais, exige que a mulher não se dedique à sexualidade, eliminando o desejo sexual tal qual ela conhece, fazendo com que se sinta incapaz de controlar o desejo, produzir o desejo, expressar este desejo pelas atividades sexuais.

            Outra condição é a restrição do aprendizado de atividades sexuais, diminuindo a possibilidade de sentir prazeres e reforçar-se nas atividades do sexo.

            O tratamento psicológico permite que a mulher se reestruture enquanto pessoa e possa desenvolver uma identidade feminina que também é sexualizada, podendo usufruir desta parte da feminilidade numa interação com outra pessoa.

            As pesquisas das últimas décadas mostram uma associação clara e definida entre a vivência das atividades sexuais satisfatórias e a melhor qualidade de vida e como consequência melhor saúde mental e física.

            O bem estar advindo da vida sexual constante facilita esta qualidade de vida.

            As disfunções sexuais são problema comportamentais que uma vez vivenciadas produzem a condição básica de poder vir a existir novamente. Um tratamento psicológico ensina a controlar as condições que produzem estes problemas sexuais, impedindo que novos episódios ou fases aconteçam.

            Devido a diferenças de fisiologia envolvidos nos dois problemas (disfunção erétil e inibição do desejo sexual), diferentes causas orgânicas se mostram envolvidas. Para os homens mais problemas relacionados ao sistema vascular e para as mulheres mais problemas hormonais podem ser encontrados, embora sejam minoria das causas em ambos os sexos.

            Cerca de 45% dos homens também tem dificuldades relacionadas ao desejo sexual, porém, muitos destes homens consideram que tem uma forma de dificuldade com a ereção, sem perceber que o desejo sexual influencia a falta de ereção.

            Mulheres também têm dificuldades com o preparo genital para a atividade de penetração, com diminuição de lubrificação ou de abertura vaginal, o que seria semelhante à dificuldade de ereção nos homens.

            Alguns homens têm dificuldades em controlar a ejaculação e com isso considerar que tem dificuldades com a ereção.

            Algumas mulheres não têm orgasmos e consideram que não tem desejo ou não sabem mais como usar o desejo para encontrar o possível caminho para o orgasmo.

            Compreender as possibilidades dos problemas sexuais auxilia a modificar as condições sob as quais o problema ocorre. Conhecer cada problema, como ele acontece permite superar as dificuldades sexuais.

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Sobre Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Psychologist and sex therapist at Instituto Paulista de Sexualidade www.inpasex.com.br Psicólogo e Psicoterapeuta Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade www.oswrod.psc.br
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