COMO É VISTO O TERAPEUTA SEXUAL


COMO É VISTO O TERAPEUTA SEXUAL

Aprimorando a saúde sexual - Summus Ed, 2011


Fátima A.M. Protti (*2)
Visette Galiardi Silva (*3)
Oswaldo M. Rodrigues Jr. (*4)
Kátia C. Horpaczky (*5)

Resumo
Para reconhecer a representação social do terapeuta sexual junto a leigos, os autores obtiveram respostas de 159 universitários a um questionário especialmente desenvolvido.

A formação acadêmica para o Terapeuta Sexual foi apontada como sendo a de Psicólogo, secundada pela de Sexólogo, embora no Brasil não exista nenhum curso de graduação em “Sexologia”, área de conhecimento ainda em desenvolvimento e sem reconhecimento de status de ciência, sendo antes reconhecida como área interdisciplinar. Os principais problemas sexuais apontados pelos pesquisados para serem solucionados pelos Terapeutas Sexuais foram:

Inibição do desejo, “frigidez”, “impotência”, desvios sexuais, ansiedades e ejaculação precoce. As atividades principais associadas ao Terapeuta Sexual foram: orientação (84%), “conversa” (75%), psicoterapia (71%), informação (66%), terapia individual (58%), terapia de casal (57%). Foram apontadas como características para o Terapeuta Sexual: inteligente (57%), amigo (56%), sensível (54%), Liberal (38%).

Ao necessitar de um terapeuta sexual. os pesquisados mostraram preferência por mulheres (69%) e mais velhos (30%). As mulheres tem preferência por terapeutas mulheres, independente de idade. Os homens pesquisados prefeririam o sexo oposto independendo da idade ou mais velhos.

Concluem os autores que não existe uma identidade formada e divulgada para o Terapeuta Sexual, o que produz falsas imagens e representações, podendo chegar a denegrir a imagem deste terapeuta. Também pela acepção da formação acadêmica em psicologia para o terapeuta sexual, conduz ao mesmo questionamento, visto que a identidade profissional social do psicólogo também é mal formada, o que trouxe respostas tais quais “conversa” enquanto atividade profissional. Assim fundem-se os papéis de outros profissionais e outros papéis pessoais na visão que o leigo tem do Terapeuta sexual.

Abstract
In order to recognize social representation of the sex therapist among lay people the authors colected answers from 159 college students to a specially developed questiononnary.

College graduation to the sex therapist was pointed to be of Psychology, and then Sexology (although in Brazil there is not such graduation). Main sexual problems pointed to be dealt by sex therapists were: inhibition of sexual desire, “frigidity”, “impotence”, sexual deviations, sexual anxiety and premature ejaculation. The main professional activity for the sex therapist were: counseling (84%), “talking” (75%), psychotherapy (71%); to give information (66%); individual therapy (58%); couple’s therapy (57%). Professional layout for the sex therapist would include: inteligence ((57%); friendship (56%); sensibility (54%); liberality (38%). If in need of a sex therapist, there is preference to of a woman (69%) and older (30%). Women would rather consult a woman sex therapist, no matter the age. Men would choose opposite sex of any age or older.

Authors conclude that there is no completely formed identity for the sex therapist. Unknwon through the midia, the sex therapist is known through false images and representations, what may damage the dayly work off those professionals. By the acception that the sex therapist is graduated in psychology, it takes the same question, since the professional identity of the psychologist is not well formed among lay people. This would produce such answers as “talking” as a professional skill for the sex therapist. Roles of other professions and other personal roles are mixed in the professional identity of the sex therapist.

Introdução
As abordagens específicas para os problemas sexuais receberam o nome de Terapia Sexual lá pelo final da década de 60 e início da de 70. As bases técnico-teóricas são comportamentalistas, especialmente cognitivistas (Musso, 1985, 1989). Embora já fossem prática de psicólogos cognitivistas desde a década de 50, com as publicações leigas do ginecologista William Masters e da companheira pesquisadora Virginia Johnson, na segunda metade da década de 60, é que a terapia da sexualidade apareceu com intensidade na mídia leiga e especializada. A psiquiatra Helen Kaplan, em 1974, aproveitando o caminho, re-escreve e re-organiza os conhecimentos sobre sexo e psicoterapia: “A nova terapia do sexo” (Kaplan, 1977). Nessa época popularizou-se a Terapia da Sexualidade. Nos grandes centros norte-americanos, na década de 70, em rodas sócio-culturais abastadas, era comum poderem as pessoas emitir que se tratavam de problemas sexuais. O modismo ficou recluso à década de 70 e início da de 80, decaindo com a AIDS. O modismo era do discurso, não o das necessidades de resolver problemas sexuais. Com a década de 90 a vergonha de falar, de admitir problemas sexuais, ressurge. A literatura leiga sobre sexo é consumida avidamente, mas não se ouve discutir sobre sexo. A falta de profissionais da psicoterapia assumindo o trabalho com a sexualidade humana, facilitou, desde a década de 80, no Brasil, o aparecimento de médicos com propostas de curas cirúrgicas e medicamentosas para os distúrbios de comportamento e de relacionamento sexual.

A abordagem da terapia da sexualidade é uma área ainda a ser apossada pelo Psicólogo no Brasil. A formação humanista facilita a atuação do psicólogo nesta área. A desinformação e falta de acesso às coisas da sexualidade dificulta ao Psicólogo atuar sobre aqueles problemas. Cursos para preparo de terapeutas sexuais iniciaram-se na década de 80 em poucos centros no Brasil (*).

O terapeuta sexual é um profissional relativamente novo dentro do contexto das profissões da área de saúde.
O terapeuta sexual é um profissional formado em psicoterapia, seja ele psicólogo ou psiquiatra, que se desenvolveu no treino específico da dita terapia sexual, habilitado no uso de técnicas específicas de terapia sexual (Kolodny, Masters e Johnson, 1982; Kaplan, 1977, 1982, 1983, 1989) e de técnicas comportamentais em geral (Wolpe, 1981, Lazarus, 1975, 1977), também apto a lidar com técnicas de terapia conjugal (Munjack e Oziel, 1984); Kaplan, 1977, 1983; Ribeiro, 1990). Além da amplitude técnica em psicoterapia, deve o terapeuta sexual ter amplo conhecimento de anatomia e fisiologia sexuais, sendo desnecessária, no entanto, uma formação médica específica, pois não a utilizará necessariamente (Munjack e Oziel, 1984). Naturalmente o conhecimento sobre a sexualidade com seus aspectos históricos, culturais, antropológicos e constante atualização se faz de importância no trabalho como terapeuta sexual (Munjack e Oziel, 1984). Não é necessária ao terapeuta sexual uma formação psicanalítica (formação de 60% dos psicólogos brasileiros segundo o Conselho Federal de Psicologia), muito ao contrário, tal formação muitas vezes dificulta ao terapeuta fazer uso de técnicas alheias à psicanálise, tais quais as técnicas de terapia sexual.

A necessidade de se trabalhar junto ao médico organicista, este também especializado com as coisas da sexualidade, tem sido um fator de importância na formação e atuação do terapeuta sexual (Rodrigues Jr. e Reis, 1993; Insight, 1994).

A distinção do termo sexólogo, leigamente utilizado, passa a ser importante para os profissionais da área. No contexto acadêmico, o vocábulo sexólogo adquire tom pejorativo e de desconsideração, trazendo menor valia junto aos outros profissionais. Um exemplo ocorre na revista “Sexy” (Dória, 1995) com a seguinte chamada de capa: “Tia Bibi – contratamos a sexóloga mais safada do Brasil”. Enquanto atividade que perpassa várias ciências e campos técnicos, não se pode supor um título que implique em uma ciência previamente estruturada e com tal status.

As mudanças epistemológicas, em vários campos da ciência, são apontadas por Parra-Colmenárez (1990) para justificar mudanças na Psicologia para que esta ciência assuma a área da sexualidade. Acredita a psicóloga venezuelana que o campo da chamada “Sexologia” é uma área interdisciplinar que considera a totalidade de diversidade do comportamento sexual.

Cursos de graduação em “Sexologia” foram criados em 1969, por Gemme e Crépault, da Université du Quebec à Montreal (Gemme, Samson e Payment, 1990).

A preocupação dos autores sobre a visão dos leigos da imagem do Terapeuta Sexual provocou a busca desta pesquisa. Discutir esta imagem permite desenvolver melhor uma identidade específica do Terapeuta Sexual, a qual ainda se procura delimitar.

Material e Métodos
Um questionário foi desenvolvido para obter a opinião de leigos sobre a caracterização do terapeuta sexual (vide anexo I).
O questionário foi distribuído entre 159 universitários de instituições privadas, na cidade de São Paulo, os quais respondiam e o devolviam em envelope para os autores. A idade dos questionados variou de 18 a 43 anos, com média de 22 anos.
Houve dificuldades em poder fazer a aplicação do questionário nas instituições de ensino, pelo que universitários foram interpelados a responderem fora do ambiente universitário. Os administradores e responsáveis não o permitiram ou listaram alegações que impediam a aplicação dos questionários naquelas instituições do ensino superior.
A escolha de universitários deu-se pela facilidade de encontrarmos neles um grupo uniforme e de características mais próximas às dos clientes de psicoterapeutas.
As respostas foram agrupadas para cada questão, por afinidade, e discutidas.

Resultados
Todos os questionários foram devolvidos e preenchidos (embora em algumas questões alguns as tenham deixado em branco – vide tabelas).
As mulheres universitárias que escolheriam outra mulher como terapeuta sexual, justificavam a escolha da seguinte maneira: sentiria mais à vontade, melhor entendimento do assunto, facilita comunicação, uma mulher entende melhor a outra, segurança, menor chance de abuso sexual ou interesse, por ser do mesmo sexo, por vergonha, menos inibição, mais liberdade para tratar de assuntos pessoais e sexuais.
A escolha do sexo oposto pelas universitárias deu-se com as seguintes justificativas: um homem tem maior facilidade de lidar com uma mulher, liberdade para falar, maior confiança, entende melhor o problema, “a sexologia masculina”.

Justificativas pela escolha do terapeuta sexual por homens

Dois homens escolheriam um outro homem, sem discriminação de idade, apresentando as seguintes explicações para as escolhas:

“Ele teria o mesmo sexo que eu, logo eu acho que ele entenderia melhor qualquer que fosse o meu problema.”
– “Minha namorada é egoísta, ciumenta, porém confia na minha heterossexualidade.”
Os dois homens universitários que escolheriam homens mais velhos para terapeutas sexuais, caso o necessitassem, apresentaram as seguintes explicações:
– “Pela seriedade, mais velho pela acessibilidade do homem.”
– “Por eu ser um homem me sentiria mais à vontade e com um mais velho teria mais experiência.”
Doze homens escolheriam indiferentemente homens ou mulheres. Um prefere um profissional de mais idade, justificando que “Mais velho por ter mais experiência vivida e adquirida no decorrer dos anos e se especializando no assunto em pauta”. Outro prefere um terapeuta mais jovem pois “Primeiramente seria jovem pois assim dominaria teoricamente e na prática os problemas e relações atuais; o sexo não influencia”. Dez deles independentemente do sexo para o terapeuta sexual, justificando:
– “Indiferente, o que vai importar é a empatia e a seriedade do profissional”;
– “Depende da pessoa independente do sexo, cor, religião…”; “depende de como o profissional desempenha o seu papel”.
– “Essas opções todas, pois você procura o ‘profissional'”
– “Não importa.”, “Indiferente”;
– “Escolheria por requisitos, pesquisando com antecedência, independente destes ítens.”
– “Se o profissional detém as qualidades assinaladas, o sexo e idade não importam se a relação do paciente com o profissional deve ser natural e espontânea.”
– “Pela experiência”.
Onze homens apresentaram a preferência por alguém mais velho, independentemente do sexo, com as seguintes explicações:
– “Por achar que somente uma pessoa mais velha teria mais experiência do que eu.”; “Primeiramente por causa da experiência na área e na vida.”; “Porque eles tem mais experiência.”; “É mais experiente e portanto seria mais apto a um prognóstico correto”; “Independentemente de sexo e sim de instrução e experiência no campo de atuação”; “acredito a experiência é fundamental”; Já que estaria atrás de informação, vou procurar que tem a possibilidade maior de esclarecimento. Daí uma pessoa mais velha. Mas também pode ser que não me oriente direito e não tenha o que quero no sentido de esclarecimento.”; “Inspira maior confiança”; “Vai ter maior conhecimento da área, maior liberdade para uma conversa”; “Porque penso que esse poderia encaminhar-me melhor caso venha a ter problemas sexuais devido a experiência pela qual pode passar tendo passado pela minha idade e visto as dificuldades reais, tendo também tratado de muitos outros jovens adolescentes que necessitam da quebra de preconceitos e barreiras.”
Vinte e três homens escolheriam uma terapeuta sexual mulher. Apenas três escolheriam uma mais velha que eles mesmos, justificando: “Pelo fato que esta profissional, ‘acredito’ tem mais experiência na vida sexual e profissional”; “teria mais experiência, ficaria mais à vontade”; “Porque uma mulher faria me sentir mais à vontade e mais velha prova teoricamente ter mais experiência”. A escolha de uma mulher terapeuta mais jovem foi feita por 6 universitários homens, que justificaram com as seguintes assertivas: “Talvez pela mente mais aberta e esclarecida que existe mais entre os jovens.”; “Por me sentir mais à vontade para expor os sentimentos”; “Porque a conversa seria em um mesmo canal de idade e relacionamento seriam bom.”; “Porque seria mais fácil o relacionamento psicoterapêutico.”; Jovem porque tem cabeça mais aberta, atual. Mulher porque tem um conhecimento melhor do sexo feminino.”; “Por uma necessidade “egoísta” ou fantasiosa, de que uma mulher talvez possa trazer uma compreensão melhor sobre a dinâmica sexual feminina; e jovem para facilitar , a comunicação”. A escolha pelo sexo feminino sem discriminação de idade, ocorreu em 14 homens, com as seguintes justificativas: “Sentiria mais à vontade. O homem sempre pensa que o homem deve ser homem sempre! Com ele não há problemas no que se refere a sexo. (penso assim!)”; “Me sentiria mais à vontade.”; “Me sentiria melhor desta forma”; “Ficaria mais à vontade.”; “Tenho necessidades pessoais de questionar com mulheres o assunto.”; “por ser mais sensível”; “Porque sou homem!!!! Estou interessado em uma terapia”; “Desejo de sentir a manifestação de outra parte”; “Mulher sempre é mais sensível”; “Pois sendo mulher deve entender melhor o comportamento das outras”; “Desde que me transmitisse segurança, a idade não influiria. Porém, me sinto mais à vontade falando de mim com mulheres.”; “Preferência pessoal”; “Porque a mulher, normalmente é mais sensível, portanto mais aberta, paciente, e às vezes bem mais acolhedora que o homem.”; “Para saber ou conhecer melhor as mulheres.”

Justificativas pela escolha do terapeuta sexual por mulheres
Das 108 universitárias que responderam o questionário, 47 escolheriam outra mulher independentemente da idade, justificando:
– 20 responderam por identificação de gênero (“porque sou mulher.”; “porque haveria maior identificação.”; “me sentiria bem na frente de uma mulher.”; – “por um entendimento mais rápido”; “porque acho que é mais fácil para uma mulher entender uma mulher.”; “é uma fator que facilita e aproxima.”; “por ser mulher.”; “eu sempre fiz psicoterapia com mulher.”; “por achar que ela já sentiu ou passou pela mesma coisa”; “maior compreensão do problemas”; “porque com uma pessoa do mesmo sexo é mais fácil se conversar sobre o assunto.”;)
– 18 delas escreveram sentirem-se mais à vontade (“para ficar mais à vontade para expor os problemas.”; “para a terapia sexual é necessário que o paciente se sinta mais à vontade com o terapeuta.”; “sinto-me mais à vontade de estar me abrindo com uma pessoa do mesmo sexo.”…);
– 7 responderam “por ter mais liberdade” (“Porque na certa eu teria mais liberdade para abranger assuntos pessoais e sexuais.”)
– 6 responderam “porque ficaria menos constrangida para expor os problemas”; “porque ficaria envergonhada de falar sobre minha vida sexual para uma pessoa do sexo oposto.”; “porque tenho vergonha.”;
– 2 responderam “me sentiria mais segura.”;
– 2 responderam independe da idade;
– 2 afirmaram: “Tanto faz.”; “O terapeuta não tem sexo.”;
– 2 apontaram que “é uma escolha pessoal”; “questão de ponto de vista.”;
– 1 dizia não ter vergonha;
– 1 respondeu que não teria preconceito em relação ao homem;
– 1 justificava: “Pelo menos tem bem menos chances de abuso sexual ou interesse sexual.”;
– uma não justificou;

Sete mulheres escolheriam terapeuta homem com as seguintes justificativas: “Porque o homem através de seu ponto de vista entenderia melhor o posicionamento feminino.” e “analisa os dois lados do problema”; “mais facilidade em ser informada sobre o assunto.”; “porque o sexo oposto é bem melhor para se conversar.”; “eu tenho mais facilidade para me comunicar com os homens quando se trata desse assunto.”; “existe maior confiança”; “um homem tem mais facilidade de lidar com uma mulher”; “maior liberdade para falar poque o homem se demonstra mais `atingido’ com os problemas que lhe falam, já a mulher é mais fria e calculista.”; “um homem talvez seja capaz de me fazer entender melhor a sexologia masculina.”.
Um terapeuta homem mais velho seria escolhido por 2 universitárias com justificativas: “todos os meus médicos são homens, acho-os mais delicados, mais sensíveis quando tratam de mulheres.” e “mulheres e homens são melhores como amigos que pessoas do mesmo sexo.”

A preferência por homens jovens foi escolha de 5 mulheres, que jsutificaram: “porque acredito nesta nova geração”, “para se resolver um problema sexual é mais fácil falar com pessoa do sexo oposto, assim suas dúvidas serão colocadas para uma pessoa do mesmo sexo a que ela se dirige.”, “é muito fácil para mim confiar em homens.”, “porque durante uma conversa se pode encontrar uma pessoa que não criou preconceito.”, “menos vergonha de expor o problema, porque com jovem me sentiria mais à vontade.”

Quatro mulheres não apresentaram preferência pelo sexo do terapeuta sexual caso o necessitassem com as justificativas: a escolha do profissional dependeria muito da primeira entrevista, ter-se confiança, simpatia pelo profissional escolhido, necessidade de competência. Uma não justificou.

Oito universitárias justificaram a preferência por um terapeuta sexual mais velho, independente do sexo: “com grande experiência profissional”; “o mais importante é a competência para atuar nesta área”; “conhecimento da área”; “por ter mais experiência de vida.”

Quatro mulheres escolheriam terapeutas sexuais mais jovens, independentemente do sexo, justificando: “talvez por ter idéias mais próximas à minha”, “por me compreender com mais facilidade”; “talvez porque os jovens são mais abertos com este tipo de problema, tratam com menos barreira, pois acho que os problemas sexuais são parte da evolução e da instância de tempo em que se encontra.”; “por estar ligado mais à nossa realidade.”.
Cinco mulheres marcaram ambas opções por sexo, sem optar por idade, justificando depender da competência profissional, e independer da idade ou idade, necessitando sintonia com o profissional. Uma mulher não justificou a não opção. Uma mulher justificou de modo especial “Desde que eu soubesse qual o real motivo da minha presença e procura a este profissional.”

Quatro mulheres marcaram ambos os sexos e jovens e mais idade, justificando não importar idade ou sexo, “o que vale é a confiança”, “estar à vontade com o terapeuta”, “boa qualificação, trabalho reconhecido e sério, preocupado com problemas e realizações”.

Independentemente do sexo, mas preferindo ser de mais idade, uma pesquisando justificou: “indiferente o sexo, o importante é ajudar o paciente”;

A escolha pelo mais jovem, independentemente do sexo foi de uma universitária, justificando: “Me sentiria mais à vontade por ser alguém mais próximo, quanto ao sexo a escolha seria indiferente desde que fosse bom profissional.”

Nove mulheres deixaram em branco as opções, porém justificando:

– “independe do sexo”;
– “escolheriam um bom profissional, independente do sexo ou idade”;
– “nenhuma das alternativas, escolheria alguém que fosse de confiança, talvez indicado por um amigo.”;
– “porque não se escolhe um profissional pelo sexo ou idade, mas pela pessoa dele”;
– pelo modo de se comportar, tirar informações e passar suas conclusões.”;
– “o que importa, e muito, é a segurança que ele ou ela me passaria”;
– “tanto faz”;
– “acredito que o importante seja o aspecto pessoal, saber o que está fazendo, ter muito conhecimento de seu trabalho e tentar ajudar ao que lhe procura da melhor forma, não levando em consideração se este é mulher ou homem.”;

A terapeuta sexual mulher jovem foi a escolha de quatro universitárias, com as seguintes justificativas:

– “Me sentiria mais à vontade”;
– “Por facilitar a comunicação”;
– “Acho que seria mais fácil conversar com uma pessoa mais próxima da situação, sendo que com um homem é mais difícil, acredito que tais características ajudariam numa melhor compreensão de idéias.”;

As terapeutas sexuais mulheres mais velhas seriam a escolha de seis universitárias, as quais justificariam suas escolhas:

– “sentiria mais à vontade para falar.”
– “sentiria mais segura, mais desinibida nos diálogos.”;
– porque sentiria mais à vontade para discutir sobre estes assuntos e sendo uma pessoa mais velha, sentiria maior segurança.”;
– “Um mulher tem maior facilidade de falar seus problemas sexuais com outra para pedir uma orientação, uma ajuda.”;
– “liberdade para falar com ela da minha vida sexual, e mais velha a pessoa tem mais conhecimento.”;

Conclusões
Interessante notar que a formação acadêmica em Psicologia é referida como a formação para o terapeuta sexual (92,45%). Este assunto tem sido debate fora do Brasil quanto à sexologia ser uma ciência específica (Bianco, 1990), embora outros autores refiram a atuação em sexualidade como pertencente à área de atuação da psicologia (Parra-Colmenárez, 1990; Rodrigues Jr., 1994). Outras formações acadêmicas que não tem grandes delimitações com a terapia sexual foram apontadas como base para a formação do terapeuta sexual: advocacia e pedagogia. Estes resultados implicam na falta de conhecimento da formação do psicólogo e de sua área de atuação. Também não podemos descartar a responsabilidade do psicólogo em assumir suas áreas de atuação e uma identidade social reconhecida. As formações em medicina e ginecologia são reconhecidas pelos universitários como possíveis para o trabalho do terapeuta sexual. A desinformação sobre a formação acadêmica pode permitir que o pesquisado acrescentasse a função de cirurgião ao Terapeuta Sexual.

Muitos universitários encaram o processo psicoterápico apenas como um processo de obtenção de informações, como uma aula a ser ouvida. Neste quadro pode-se incluir muitos dos que procurariam um terapeuta sexual mais velho. Há a necessidade de maior divulgação do que consiste o processo psicoterapêutico, pois, embora englobe os aspectos cognitivos tais quais desmistificação de concepções errôneas e transmissão de conhecimentos especiais sobre a sexualidade, no caso da terapia sexual, a psicoterapia não se restringe a estes aspectos. Os aspectos cognitivos são visíveis para 83,65% dos pesquisados que apontam como atividade principal do terapeuta sexual, a orientação e 66,04% a informação. Os universitários de maneira geral ainda não tem uma concepção adequada e fidedigna da psicoterapia, pois salientam a “conversa” (74,84%) como papel de maior importância na terapia sexual do que a psicoterapia (71,07%). Várias formas de psicoterapia foram consideradas pelos universitários pesquisados: terapia individual, de casal, corporal e grupal, além da psicanálise. Embora seja tão propalada a existência ou a possibilidade de contatos sexuais entre pacientes e terapeutas (sejam sexuais ou não), nesta amostra apenas um universitário referiu isto; cremos que esta imagem seja ou plantada pela mídia ou por alguns profissionais que tenham interesses em denegrir a imagem social do psicoterapeuta, o que tem proporcionado manchetes de jornais e revistas nos últimos anos.

Podemos observar que as pessoas ao estarem na condição de expor a sexualidade mostram-se bastante exigente optando por idade e sexo do terapeuta, que pode ser devido às dinâmicas de relacionamentos de cada indivíduo, buscando reproduzir o conhecido em seus relacionamentos de gênero anteriormente aprendidos. A preocupação com os atributos do terapeuta surge com importância mostrando a idealização do Terapeuta Sexual. Os aspectos cognitivos são apontados pelos universitários com importância superior aos outros, embora sejam apenas dois, a inteligência e a racionalidade. A necessidade de uma figura afetiva mostra-se representada nos atributos “amigo” e no “sensível”. Aparentemente, para vários universitários, embora não maioria, a vivência sexual do Terapeuta Sexual está no fantasioso como guia para a solução de problemas sexuais (“resolvido experiente sexualmente”). A imagem do terapeuta sexual aparece conflitiva onde o Terapeuta aparece como liberal, mas reservado, heterossexual e casado, garantido e possibilitando libertação.

A preferência dos pesquisados, na necessidade de se consultar com um Terapeuta Sexual é por mulheres e mais velhas. As mulheres e os homens, se necessitassem um terapeuta sexual escolheriam mulheres. Existem incongruências nas justificativas e explicações a estas escolhas, pois ao se justificarem puderam proceder a outras escolhas. Muitos universitários buscariam o terapeuta, se o necessitassem, pela identificação, seja com idade ou sexo. A idade foi apontada como sinônimo de experiência profissional e sexual e maior capacidade, mantendo o estereótipo socialmente aceito. A escolha pelo mesmo sexo implicou em sentir-se mais aceito e igualizado, podendo ser percebido(a) mais facilmente como se pudessem saber antecipadamente das possibilidades de problemas sexuais pela identificação de gênero.

Os autores acreditam que muitos termos muito comuns no trabalho com a sexualidade, tais como vaginismo, dispareunia, focalização sensorial, não foram muito citados por não serem de uso corrente no mundo leigo.
Não está claro para o leigo a identidade profissional do psicólogo e muito menos a identidade do Terapeuta Sexual. Assim sendo as características se confundem com as das de outros papéis e identidades profissionais. A idealização do papel do Terapeuta Sexual guia o leigo a uma representação mental mistificada e segmentada.
Devido à desinformação social, as pessoas comuns concebem o terapeuta sexual de modo estereotipado, produzindo possíveis preconceitos relacionados ao trabalho em si e das técnicas utilizadas pelo terapeuta (chegando a produzir respostas sobre relacionamentos sexuais com pacientes).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
– Bianco, F.J. (1990): Post-graduate training programs in sexology. Results of the first world meeting of directors and coordinators of post-graduate training programs in sexology. In Bianco, F.J. e Hernández-Serrano, R. (Eds.): Sexology: an idependent field. Caracas : Elsevier Science Publishers B.V.
– Dória, P. (ed.)(1995): Sexy – estilo de vida, fevereiro.
– Insight (1994): A terapia sexual segundo Oswaldo Rodrigues Jr.. Insight Psicoterapia, IV(46):4-7.
– Gemme, R.; Samson, J.-M.; Payment, N. (1990): Sexuality in scientific and profesional periodical in 1987. In Bianco, F.J. e Hernández-Serrano, R. (Eds.): Sexology: an idependent field. Caracas : Elsevier Science Publishers B.V.
– Kaplan, H.S. (1977): A nova terapia do sexo. Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira.
– Kaplan, H.S. (1982): Manual ilustrado de terapia sexual. São Paulo : Livraria Roca.
– Kaplan, H.S. (1983): O desejo sexual. Rio de Janeiro : Editora Nova Fronteira.
– Kaplan, H.S. (1989): Disfunciones sexuales – diagnóstico y tratamiento de las aversiones, fobias y angustia sexual. Buenos Aires : Grijalbo S.A.
– Kolodny, R.C.; Masters, W.H.; Johnson, V.E. (1982): Manual de medicina sexual. São Paulo : Editora Manole Ltda.
– Lazarus, A.A. (ed.) (1975): A terapia comportamental na clínica. Belo Horizonte : Interlivros de Minas Gerais Ltda., 1ª edição.
– Lazarus, A.A. (1977): Psicoterapia personalista, uma visão além dos princípios do condicionamento. Belo Horizonte : Interlivros de Minas Gerais Ltda..
– Musso, J.R. (1985): Terapias sexuales y terapias comportamentales: reflexiones epistemológicas. Revista Latinoamericana de Sexologia, 1:17.
– Musso, J.R. (1989): Las terapias sexuales: paradigma de las psicoterapias. Revista Latinoamericana de Sexologia, 4(2):127-50.
– Parra-Colmenárez, A.; Cabral, B.E.; Moles, J.J. (1990): Sexological psychology. A significant field of action in contemporary psychology. In Bianco, F.J. e Hernández-Serrano, R. (Eds.): Sexology: an idependent field. Caracas : Elsevier Science Publishers B.V.
– Ribeiro, M. A. (1990): Terapia conjugal e terapia sexual: reflexões sobre uma possível combinação. Sexus, 2(3):9-14.
– Rodrigues Jr., O.M.; Reis, J.M.S.M. (1993): Impotência sexual: uma abordagem multidisciplinar. São Paulo : Instituto H. Ellis.
– Munjack, D. J.; Oziel, D.J.: Sexologia, diagnóstico e tratamento. Editora Atheneu, Rio de Janeiro, 1984.
– Wolpe, J. (1981): A prática da terapia comportamental. São Paulo : Editora Brasiliense, 4ª edição.

ANEXO I

PESQUISA

Esta pesquisa tem como objetivo conhecer a imagem que você faz do (a) terapeuta sexual. Terapeuta sexual é o (a) profissional que vai ajudar pessoas na resolução de seus problemas e conflitos sexuais. Para que esta pesquisa seja abrangente e expresse a realidade, pedimos que você responda, sinceramente, a todas as perguntas abaixo, podendo assinalar uma ou mais alternativas em cada questão.
Muito obrigado.

Sexo: Idade: Grau de instrução:

1- O (a) terapeuta sexual deve ter formação em que área?
( ) Pedagogia ( ) Antropologia
( ) Medicina ( ) Engenharia
( ) Psicologia ( ) Advocacia
( ) Fisioterapia ( ) Sexologia
( ) Sociologia ( ) Ginecologia
( ) Andrologia ( ) Urologia

2- Que tipo de problemas ele (a) resolve?
( ) Impotência ( ) Vaginismo
( ) Desvios Sexuais ( ) Ansiedade
( ) Homossexualismo ( ) Fobia
( ) Distúrbios hormonais ( ) Homofilia
( ) Frigidez
( ) Inibição de desejo ( ) Ejaculação precoce
( ) Anorgasmia ( ) Dispareunia
( ) Implantação de prótese peniana

3- Do que consta o trabalho do Terapeuta Sexual?
( ) Conversa ( ) Relaxamento
( ) Psicoterapia ( ) psicanálise
( ) orientação ( ) Terapia corporal
( ) Informação ( ) Testes
( ) Relações sexuais com o(a) paciente
( ) Encaminhamento ( ) Terapia de casal
( ) Terapia grupal ( ) Focalização sensorial
( ) “Ménage a trois” ( ) Terapia individual
( ) Contrata parceiro (a) sexual para seus pacientes

4- Como é o (a) terapeuta sexual?
( ) Liberal ( ) Sensível
( ) Resolvido(a) sexualmente ( ) Casado(a)
( ) Bissexual ( ) Experiente sexualmente
( ) Reservado(a) ( ) Malicioso(a)
( ) Sedutor(a) ( ) Racional
( ) Moralista ( ) Solteiro(a)
( ) Inteligente ( ) Heterossexual
( ) Recém-formado ( ) inexperiente sexualmente
( ) preconceituoso ( ) Com filhos
( ) Devasso ( ) Problemático sexualmente
( ) Jovem ( ) Mais velho(a)
( ) Insensível ( ) Religioso(a)
( ) Amigo(a) ( ) Bonito(a)

5- Se você tivesse que recorrer a esse profissional, o que escolheria?
( ) Um homem ( ) Jovem
( ) Uma mulher ( ) Mais velho(a)

– Explique por que essa opção:

– Tabela número 01 – opinião de universitários sobre a necessidade de formação acadêmica do terapeuta sexual

Psicologia 147 92,45%
Sexologia 115 72,33%
Medicina 45 28,30%
Ginecologia 37 23,27%
Sociologia 23 14,47%
Urologia 22 13,84%
Pedagogia 11 6,92%
Andrologia 05 3,14%
Antropologia 03 1,89%
Fisioterapia 03 1,89%
Advocacia 02 1,26%
Engenharia 0 0%

– Tabela número 2 – Opinião de universitários sobre os tipos de problemas solucionáveis pelo Terapeuta Sexual. Duas pesquisadas acrescentaram “aconselhamento ou implante de prótese peniana”, e outra respondeu com uma questão: “pode-se procurar terapia sexual para se conhecer?”.

Inibição de desejo 119 74,84%
Frigidez 107 67,30%
Impotência 102 64,15%
Desvios Sexuais 101 63,52%
Ansiedade 97 61,01%
Ejaculação precoce 81 50,94%
Fobia 68 42,77%
Homossexualismo 65 40,88%
Anorgasmia 58 36,48%
Vaginismo 40 25,16%
Distúrbios hormonais 32 20,13%
Dispareunia 17 10,69%
Implantação de prótese peniana 15 9,43%
Homofilia 12 7,55%
sem resposta 02 1,26%

– Tabela número 03 – Opinião de universitários sobre a atividade profissional do Terapeuta Sexual. Uma pesquisanda respondeu que “dependeria” no ítem ter relações sexuais com paciente.

Orientação 133 83,65%
Conversa 119 74,84%
Psicoterapia 113 71,07%
Informação 105 66,04%
Terapia individual 93 58,49%
Terapia de casal 90 56,60%
Psicanálise 72 45,28%
Relaxamento 70 44,03%
Terapia corporal 59 37,11%
Encaminhamento 50 31,45%
Terapia grupal 36 22,64%
Testes 28 17,61%
Focalização sensorial 17 10,69%
Relações sexuais com o(a) paciente 04 2,52%
“Ménage a trois” 02 1,26%
Contrata parceiro (a) sexual para seus pacientes 01 0,63%

– Tabela número 04 – Opinião de universitários sobre as características do Terapeuta Sexual.

Inteligente 91 57,23%
Amigo(a) 89 55,97%
Sensível 86 54,09%
Liberal 61 38,36%
Resolvido(a) sexualmente 35 22,01%
Racional 34 21,38%
Reservado(a) 32 20,13%
Experiente sexualmente 31 19,50%
Heterossexual 19 11,95%
Jovem 12 7,55%
Casado(a) 09 5,66%
Mais velho(a) 08 5,03%
Com filhos 08 5,03%
Sedutor(a) 07 4,40%
Religioso(a) 07 4,40%
Bissexual 06 3,77%
Recém-formado 06 3,77%
Devasso 06 3,77%
Bonito(a) 06 3,77%
Solteiro(a) 05 3,14%
Malicioso(a) 04 2,52%
Moralista 04 2,52%
Inexperiente sexualmente 04 2,52%
Problemático sexualmente 04 2,52%
Preconceituoso 03 1,89%
Insensível 03 1,89%
“o que vale é a competência profissional” 03 1,89%
“cada um é como é” 01 0,63%
“depende” para liberal 01 0,63%
“cada um possue suas características” 01 0,63%
“discreto” 01 0,63%
“necessariamente nenhuma” 01 0,63%
“consciente e profissional” 01 0,63%
não respondeu 01 0,63%

– tabela número 5 – Opinião de universitários sobre escolha de profissional caso necessitasse de um Terapeuta Sexual. (*)

Uma mulher 109 68,55%
Mais velho(a) 48 30,19%
Um homem 41 25,79%
Jovem 34 21,38%
não respondeu 09 5,66%
“indiferente” 05 3,14%

– tabela número 6 – Explicação da opção pela opinião de universitárias mulheres sobre escolha de profissional caso necessitasse de um Terapeuta Sexual.

– mesmo sexo independente da idade 47 (43,52%)
– escolheria do mesmo sexo 20 (18,52%)
– mais velho 17 (15,74%)
– mais jovem 14 (12,96%)
– independe do sexo e da idade 12 (11,11%)
– independe da idade 12 (11,11%)
– independe do sexo 10 ( 9,26%)
– ambos os sexos mais velho 9 ( 8,33%)
– sexo oposto 7 ( 6,48%)
– escolheria do mesmo sexo mais velha 6 ( 5,56%)
– sexo oposto mais jovem 5 ( 4,63%)
– ambos os sexos mais jovem 5 ( 4,63%)
– escolheria do mesmo sexo mais jovem 4 ( 3,70%)
– sexo oposto mais velho 2 ( 1,85%)
– não optaram 9 ( 8,33%)
– totais 108 (100%)

– tabela número 07 – Explicação da opção pela opinião de universitários homens sobre escolha de profissional caso necessitasse de um Terapeuta Sexual.

– sexo oposto 23 (46%)
– sexo oposto independente da idade 14 (28%)
– independe da idade 14 (28%)
– independe do sexo 12 (24%)
– ambos sexos mais velho 12 (24%)
– sexo oposto mais jovem 6 (12%)
– escolheria do mesmo sexo 4 ( 8%)
– sexo oposto mais velha 3 ( 6%)
– homens mais velhos 2 ( 4%)
– ambos sexos mais jovem 1 ( 2%)
– totais 50 (100%)

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Sobre Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Psychologist and sex therapist at Instituto Paulista de Sexualidade www.inpasex.com.br Psicólogo e Psicoterapeuta Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade www.oswrod.psc.br
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