Problemas Sexuais masculinos, femininos e de casal


Psic. Carla Zeglio

Problemas Sexuais masculinos, femininos e de casal
Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior – http://www.oswrod.psc.br
Psic. Carla Zeglio – http://www.inpasex.com.br
Problemas sexuais tem sido uma questão na psicoterapia desde a década de 1950, mas há muito tempo tem sido problemas para as pessoas. Com a década de 1970 o assunto tornou-se parte da mídia leiga e um foco de tratamentos por parte dos profissionais de saúde.
Conhecer os problemas permite compreender como obter tratamento.
Os principais problemas que são queixas sexuais podem ser divididos nos que ocorrem em homens, em mulheres e nos casais.
Podemos listar como disfunções sexuais masculinas:
– inibição do desejo sexual – diminuição ou ausência de motivação para o contato sexual. A inibição pode não ocorrer fora da parceria sexual, e não impedir a existência de masturbação prazerosa (Instituto Paulista de Sexualidade, 2011).
– variações do desejo sexual – preferências sexuais distintas do comum geralmente conduzindo a inadequação sexual do casal. Muitas vezes associa-se a queixas de inibição do desejo sexual ou a disfunção erétil. São formas conhecidas como Parafilias e se tornam muito complicadas quando as preferencias são extremadas ou violam leis ou conceitos morais e culturais (Rodrigues Jr., 2000).
– disfunção erétil – dificuldade ou incapacidade em obter e/ou manter ereção peniana rígida que permita penetração. Atinge cerca de 50% dos homens em alguma intensidade, aumentando com a idade e considerando determinados fatores de risco (obesidade, ansiedade, depressão, uso de determinados medicamentos, hipertensão, fumo, álcool, diabetes…) (Rodrigues Jr., 2001; 2009).
– ejaculação precoce, prematura ou rápida – dificuldade ou incapacidade em controlar voluntariamente a ejaculação após a penetração, permitindo um tempo de movimentos intravaginais/anais que permita satisfação a ambos na relação sexual. Uma forma mais extremada implica em ejacular sem poder penetrar. Não se considera solução poder controlar a segunda ejaculação numa mesma oportunidade sexual, isto é, ejacular rápido na primeira relação e na segunda “compensar” também é ejaculação precoce. Embora as definições baseadas em tempo sejam sempre complicadas e possam ter produzido cifras de 30% de homens com este tipo de problema na primeira década do século XXI, as cifras considerando incapacidade de controle voluntário ou tempos necessários para maioria das mulheres que tem orgasmo na penetração conduzem a números de 75 a 83% dos homens na faixa dos 20 anos de idade (Rodrigues Jr., 2010).
– inibição ejaculatória – incapacidade de ejacular durante a relação de penetração. Nestes homens geralmente ocorre ejaculação sob própria manipulação, normalmente na masturbação solitária e de modo rápido (Rodrigues Jr., 1995).
– dispareunia masculina – embora extremamente rara, dores nas relações sexuais podem ocorrer durante a ejaculação, na glande com a penetração, e se pode incluir a cefaleia pós-coital como variante.
Para as queixas sexuais femininas (Rodrigues Jr. e Monesi, 1997), embora possam existir variações do desejo sexual e Parafilias, estas raramente serão queixas, sendo mais importantes:
– inibição do desejo sexual – desde formas hipoativas a ausências, sendo uma dificuldade reconhecida desde as primeiras grandes pesquisas epidemiológicas (Kinsey e cols, 1953).
– vaginismo – incapacidade de penetração por fechamento da entrada da vagina por contração involuntária dos músculos circundantes ao introito. Embora possam existir casos secundários a traumas sexuais, a maioria das mulheres vagínicas não traz histórico de traumas emocionais. Esta dificuldade atinge de 4 a 6% das mulheres e produz busca de tratamento por razões sociais: casamento, desejo de ter filhos… (Protti e Rodrigues Jr, 2008).
– dispareunia feminina – as dores nas relações sexuais chegam a 66% das mulheres, e muitas se explicam que a dor ocorre apenas no início da relação sexual, pelo que nem consideram que tenham um problema. A dor recorrente associa-se em poucos anos a diminuição do desejo sexual, e desde o início da vida sexual a anorgasmia coital (Instituto Paulista de Sexualidade, 2011).
– Anorgasmia – dificuldade ou incapacidade em obter orgasmos com a penetração sem que exista manipulação vaginal/clitoriana. Existem as mulheres que obtém orgasmo com manipulação genital e desejam saber ter orgasmos sem que se manipulem. Existem as mulheres que nunca tiveram orgasmos de nenhuma forma (Rodrigues Jr. e Zeglio, 2011).
As disfunções sexuais ocorrem misturadas uma às outras, e com variações de intensidade, mesmo que a pessoa apenas reconheça uma das disfunções e não as outras concomitantes em si ou na parceria sexual. Isto implica que a parceria sexual também deve ser considerada ao se pesquisarem estes problemas, pois a solução destes dependerá da participação ativa da parceria sexual.
Referências
Instituto Paulista de Sexualidade (2011). Aprimorando a saúde sexual. São Paulo: Summus Ed., 2ª ed.
Kinsey, A. C.; Pomeroy, W B.; Martin, C. E. & Gebhardt, P. H. (1953). Sexual behavior in the human female. Philadelphia: Saunders
Protti, F.; Rodrigues Jr. (2008). Vaginismo – quem cala nem sempre consente!!! – Biblioteca 24X7: São Paulo, 2008. ISBN 9788561590079.
Rodrigues Jr., OM (1995). Inibição ejaculatória. In Mannocci, J.F.(org.): Disfunções sexuais – abordagem clínica e terapêutica. São Paulo: Fundo Editorial BIK, pag. 136-43.
Rodrigues Jr., OM (2000). Objetos do desejo. São Paulo: Iglu Ed.
Rodrigues Jr., OM (2001). Disfunção erétil. São Paulo: Ed. Expressão e Arte
Rodrigues Jr., OM (2009). Identidade masculina e sexual. São Paulo: Biblioteca 24X7. ISBN 9788561590901
Rodrigues Jr., OM (2010). Ejaculação Precoce. Iglu Editora: São Paulo, 2010. ISBN 9788574941165.
Rodrigues Jr., OM & Monesi, A. (1997). Problemas sexuais femininos: anorgasmia, dispareunia, vaginismo e inibição do desejo. In Delitti, M. (org) Sobre Comportamento e cognição: a prática da análise do comportamento e da terapia cognitivo-comportamental. Santo André (SP): Arbyte Editora.
Rodrigues Jr., OM & Zeglio, C (2011): Anorgasmia. In Instituto Paulista de Sexualidade: Aprimorando a saúde sexual. São Paulo: Summus Ed., 2ª ed.

Livro "Aprimorando a Saúde Sexual" - 2a edição, 2011

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Sobre Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Psychologist and sex and couple´s therapist at Instituto Paulista de Sexualidade www.inpasex.com.br Psicólogo e Psicoterapeuta Sexual e decasais do Instituto Paulista de Sexualidade www.oswrod.psc.br
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Uma resposta para Problemas Sexuais masculinos, femininos e de casal

  1. Nossa quantas situações pode levar um casal para o desanimo sexual
    Ótimo artigo

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