Vergonha da aparência no sexo


Vergonha da aparência no sexo
Psic. Oswaldo Martins Rodrigues Junior – (www.oswrod.psc.br) psicólogo (CRP 06/20610), Diretor e psicoterapeuta do Instituto Paulista de Sexualidade (inpasex.com.br); editor da revista Terapia Sexual.

Psic. Oswaldo Rodrigues


Para vida sexual a aparência tem importância a uma certa distância física. Após o contato inicial a aparência física diminui de importância, mesmo porque já cumpriu a função inicial que é de atrair pela visão. Nos passos seguintes os outros sentidos é que contam enquanto elementos externos para estimular sexualmente.
A sensação de intimidade contribui em muito para a atividade sexual, mas não basta apenas a intimidade. Casais que geram muita intimidade não necessariamente fazem mais sexo que outros menos íntimos. A intimidade é importante para o casal sentir-se bem e atingir um grau de confiança geral para a manutenção do relacionamento e planejamento de futuro.
Após o contato inicial visual, precisamos contabilizar os estímulos que vem do olfato, audição e tato. A gustação tem sua importância relativa e secundária associada a alimentos considerados saborosos, que facilitam o bem estar, mas não ao contato sexual explícito. O mais importante sentido após a aproximação física será o tato, que nem sempre é considerado na intensidade em que existe.
A Vergonha
O mecanismo de vergonha implica na pessoa pensar errado de si mesma. Este pensar errado se prolifera através de mecanismos automatizados e produz emoções negativas e inadequadas que não contribuem com o sexo, com estímulos mentais e fisiológicos. Este é o momento em que os estímulos físicos gerados pela visão não tem importância, mas os gerados pelo pensamento tem grande importância.
Deixar a vergonha de lado é apresentar-se de modo seguro, e implica em controlar pensamentos errados sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o futuro. São formatos de pensamentos que passam muito rapidamente no espaço mental e do qual apenas percebemos os resultados emocionais e fisiológicos. Administrar estas respostas exige tempo, paciência e perseverança. Deixar acontecer como se fosse “assim mesmo” é produzir a falha na sequencia.
Autoestima
Podemos melhorar e desenvolver a segurança e autoestima através do controle mental, do controle sobre os pensamentos automatizados negativos. Este controle não é a ingenuidade de se dizer que “tudo está bem”, mas de discutir consigo mesmo sobre como este pensamento se associa às emoções negativas e os comportamentos envergonhados. Compreender o que estes pensamentos errados produzem em termos de auto-apreciação, de auto-apresentação, de identidade pessoal. A visão de si mesmo precisará modificar-se para que a autoestima positiva ocorra.
Sobrepeso e exposição para sexo
Se uma pessoa está insegura com o sobrepeso, de nada adiantará usar de subterfúgios para tentar algo que ela sabe que não existe. Usar roupas que não revelam o corpo afastará aos que buscam exatamente este tipo de corpo… diminuirá o estímulo sobre o outro, desfazendo o desejo do outro em prol de uma ideia que esta pessoa faz do que seria melhor, sem perguntar ao outro.
Existem acessórios e roupas que são consideradas mais eróticas nesta cultura. Estes meios deveriam ser buscados, não interessa o peso corporal. Porém, somente teremos certeza de que estes acessórios são corretos quando a outra pessoa validá-los.
Homens não se preocupam com celulites e estrias. Homens que buscam sexo se preocupam com mulheres que queiram atividades sexuais. Uma mulher ser reconhecida como esteticamente maravilhosa não significa que seja adequada sexualmente, e os homens que já tiveram alguma experiência sexual sabem disso e não apostam apenas no visual externo e à distância.
Perguntem às pessoas com quem pretendam fazer sexo e a barriguinha é errada ou contraditória aos desejos destas pessoas! Nada melhor do que perguntar a quem pode fazer bom uso da interação sexual.
O estético socialmente é desejável, mas não necessariamente associa-se com a motivação de atividades sexuais a dois. O desejo sexual de uma pessoa liga-se com aspectos vividos anteriormente e de acordo com modelos que a pessoa teve nos primeiros 20 anos de vida. As vivências pessoais são superiores às regras sociais quando nos referimos à privacidade, à vida sexual que não pertence ao mundo social, este mundo que valoriza alguns aspectos estéticos sobre outros.

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Sobre Psic. Oswaldo M. Rodrigues Jr.

Psychologist and sex and couple´s therapist at Instituto Paulista de Sexualidade www.inpasex.com.br Psicólogo e Psicoterapeuta Sexual e decasais do Instituto Paulista de Sexualidade www.oswrod.psc.br
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